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Seminário Prepara RS reforça importância da preparação para comunicação em situações de emergência

Atividade reuniu orientações e estratégias para fortalecer integração entre governo, Defesa Civil estadual e municípios

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Seminário destacou que, em situações de emergência, a comunicação constitui uma ferramenta de proteção da população - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

A preparação antecipada para a comunicação em situações de emergência foi tema do Seminário de Comunicação Prepara RS, realizado na quinta-feira (20/8), na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), pela Secretaria de Comunicação (Secom) e pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul. A atividade reuniu orientações e estratégias para fortalecer a integração entre o governo do Estado, a Defesa Civil estadual e os municípios diante da ocorrência de eventos extremos. 

O seminário destacou que, em situações de emergência, a comunicação constitui uma ferramenta de proteção da população. A redução do intervalo entre a emissão de um alerta e seu recebimento pelas pessoas pode contribuir para a redução de danos, além de permitir a antecipação de riscos, a orientação de comportamentos e o enfrentamento da desinformação. 

"O tema que tratamos aqui é essencial, pois a comunicação tem sido desafiada a todo momento e em diversas circunstâncias, não apenas pelo evento que tivemos em 2024. Constantemente percebemos o quão importante é ter uma linha estratégica na área e o quanto isso ajuda a lidar com o problema", afirmou o secretário de Comunicação, Caio Tomazeli. "É fundamental que nós, da comunicação, estejamos bem alinhados com a estratégia do Prepara RS, que traz informações em diversas frentes de enfrentamento de emergências meteorológicas", concluiu. 

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O titular da Secom, Caio Tomazeli, destacou a importância de ter uma linha estratégica na área de comunicação - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom
O titular da Secom também falou sobre a complexidade e desafios da comunicação pública. “A comunicação pública é um ecossistema complexo, em que as questões com as quais lidamos no dia a dia nascem de um movimento, de um fato ou de uma iniciativa. Mas, independentemente de como surgem, representam sempre um desafio para nós, que atuamos na área. E esse desafio é ainda maior quando o tema envolve eventos meteorológicos adversos”, destacou. 

Entre os principais objetivos da atividade estiveram o alinhamento dos fluxos de comunicação entre Estado, Defesa Civil e prefeituras e o fornecimento de conteúdos que facilitem a comunicação dos municípios com a população. A proposta é contribuir para que avisos, alertas e orientações oficiais cheguem ao maior número possível de pessoas no menor tempo. 

A programação também reforçou que o trabalho de comunicação deve começar antes da ocorrência de um evento adverso. Entre as medidas apresentadas estão a divulgação permanente dos planos de contingência municipais, a realização de ações informativas em áreas vulneráveis, campanhas preventivas, incentivo ao cadastramento em sistemas oficiais de alerta e a articulação prévia com diferentes comunidades. Também foi destacada a importância de estruturar redes de comunicação, manter contatos de lideranças atualizados, preparar materiais para divulgação e capacitar porta-vozes. 

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Programação também reforçou que o trabalho de comunicação deve começar antes da ocorrência de um evento adverso - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom
Durante a atividade, foram apresentados recursos disponíveis no portal Prepara RS – El Niño, que reúne informações e serviços relacionados à preparação e resposta a eventos adversos. Entre eles estão dados meteorológicos, níveis dos rios, alertas de risco, monitoramento hidrometeorológico, informações sobre abrigos, condições de trafegabilidade, manchas de inundação e planos de contingência municipais. 

Comunicação coordenada e contínua

O seminário também abordou os procedimentos de comunicação após a identificação de um evento adverso. Nessa etapa, a população precisa receber informações claras sobre o que pode acontecer, quando e onde, quem pode ser afetado e quais medidas devem ser adotadas. A orientação inclui a divulgação de planos de contingência, informações sobre abrigos e rotas de fuga, telefones de serviços de emergência e recomendações de autoproteção. 

Outro ponto destacado foi a necessidade de manter uma comunicação coordenada e contínua durante a ocorrência. Redes sociais, sites institucionais, grupos com a imprensa, lideranças comunitárias e outros meios podem ser utilizados de forma integrada para disseminar as mesmas orientações. O Estado e a Defesa Civil estadual também disponibilizam materiais e modelos de comunicação para apoiar as prefeituras, como cards para redes sociais, releases orientativos, spots de rádio e glossário com linguagem e nomenclaturas oficiais. 

A realização do Seminário de Comunicação Prepara RS reforça, assim, a importância de estruturar previamente os fluxos, ferramentas e responsabilidades para que a comunicação esteja preparada quando uma situação de emergência ocorrer. A iniciativa busca fortalecer a atuação integrada entre as diferentes instâncias do poder público e ampliar a capacidade de orientar a população de forma rápida, coordenada e eficiente.

Texto: Thales Moreira/Secom
Edição: Secom

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